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Compreendendo a Depressão

O mundo pós-moderno apresenta características específicas que a humanidade talvez ainda não tenha vivenciado. A depressão é uma delas. Considerada a doença do século, vem incapacitando muitas pessoas de forma alarmante.

Grande parte dos atendimentos em consultórios de psicologia se deve a esse transtorno, com causas variadas. A depressão tem predisposição genética, e pode ocorrer em qualquer fase da vida, interferindo e trazendo sofrimento ao paciente, sendo mais comum em mulheres. Ela pode ser despertada por circunstâncias diversas, e, após estabelecida, altera toda a percepção do individuo.

Com a percepção de mundo alterada, o paciente deixa de receber estímulos que o façam sentir prazer e experimentar estados de felicidade. Ele passa a absorver grande parte da carga e pensamentos negativos ao qual está exposto, necessitando muitas vezes de apoio para retornar a vida normal.


Afinal, o que é depressão?

Depressão é uma doença e como toda doença precisa de tratamento. Depressão não é tristeza, não é falta de crença, de amor ou “frescura”, preguiça, como ouvimos do senso comum. Os sintomas podem prejudicar diversas áreas da vida do sujeito, como o campo profissional, o âmbito amoroso, a socialização e até mesmo a saúde do indivíduo.

Realmente estou com depressão?

Todos nós, de vez em quando, nos sentimos melancólicos ou tristes, mas estes sentimentos geralmente são temporários e desaparecem dentro de alguns dias. É função do psicólogo identificar quando um paciente passa a ter um transtorno depressivo e fazer a leitura correta da melhor forma de tratar esse paciente. Quando a melancolia passa a interferir no funcionamento normal da sua vida e, além disso, o seu quadro melancólico começa a provocar dor, tanto para aquele que sofre com a doença como para aqueles que se preocupam com quem está doente, é hora de procurar um psicólogo e ir em busca de ajuda.

 

A depressão é uma doença comum, mas é um dos males mais graves do mundo moderno e exige tratamento e acompanhamento psicológico para os pacientes. ​Muitas pessoas com depressão nunca procuram auxílio. Mas a grande maioria, mesmo aqueles com casos mais graves e complexos, pode melhorar com o tratamento adequado.

Quais são os sintomas da depressão?

​O reconhecimento da doença é a parte mais complicada antes de chegar ao diagnóstico e prescrever o tratamento.

Os sintomas variam entre irritabilidade excessiva, ansiedade prolongada e angústia aguda; desânimo intenso e necessidade de grande esforço para realizar atividades antes corriqueiras e fáceis; incapacidade de sentir alegria em atividades consideradas prazerosas, desinteresse pelo mundo, apatia; sentimentos de desespero, desamparo, insegurança, culpa desnecessária, baixa autoestima, pensamentos de fracasso e morte; dificuldade de concentração e raciocínio; diminuição ou ausência de libido; perda ou aumento súbito de apetite; insônia, aumento do sono, indisposição, despertar dificultoso; dores físicas sem justificativas médicas, como ânsia, enxaquecas, tensão nos músculos, pressão no peito, sensação de corpo pesado, dores de barriga e outras.

Nem todas as pessoas com depressão apresentam os mesmos sintomas.

 

A gravidade, frequência e duração dos sintomas também variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem: 

Sentimentos persistentes de tristeza, ansiedade ou “vazio”;

Sentimentos de falta de esperança ou pessimismo;

Sentimentos de culpa, inutilidade e / ou impotência;
irritabilidade, agitação;

Perda de interesse em atividades ou passatempos antes agradáveis, incluindo falta de apetite sexual;

Fadiga e falta de energia;

Dificuldade de concentração, de se lembrar de detalhes e de tomar decisões;

Insônia, excesso de sono;

Excesso ou falta de apetite;

Dores persistentes de cabeça, cãibras ou problemas digestivos que não melhoram mesmo com tratamento;

Cansaço constante; Pensamentos negativos; Alterações gastrointestinais;

Tensão muscular.

O que causa a depressão?

​Não existe uma única causa que leve à depressão. Na verdade, a doença parece ser o resultado de uma combinação de fatores genéticos, bioquímicos e psicológicos. Pesquisas recentes indicam que as doenças depressivas são causadas pela desordem na bioquímica do cérebro. Exames neurológicos, como a ressonância magnética, têm demonstrado que o cérebro de pessoas com depressão é diferente do cérebro daqueles que não apresentam a doença. As áreas do cérebro responsáveis pela regulação do humor, pensamento, apetite e comportamento parecem não funcionar normalmente.

​Além disso, os neurotransmissores – produtos químicos que as células do cérebro usam para se comunicar – estão em desequilíbrio. Mas, ainda assim, esses exames não revelam totalmente as causas da depressão. Alguns tipos de depressão tendem a ser comuns em uma mesma família, sugerindo uma relação genética. No entanto, a doença também pode ocorrer em pessoas sem histórico familiar, o que comprova que não é determinada somente pelos fatores genéticos. 

Além disso, o trauma, a perda de um ente querido, uma relação difícil, ou qualquer situação de stress pode desencadear um episódio de depressão. ​A partir disso, episódios posteriores de depressão podem ocorrer sem que tenha havido um trauma evidente.

Como é a depressão detectada?

A depressão, mesmo nos casos mais graves, é uma doença altamente tratável. Tal como acontece com muitos transtornos, quanto mais cedo se começar o tratamento, mais eficaz ele será. O primeiro passo para obter o cuidado adequado é visitar um psicólogo. Certos medicamentos e condições médicas, tais como vírus ou distúrbios da tireoide, podem apresentar os mesmos sintomas da depressão. Por isso, também é importante consultar um clínico geral para descartar as demais hipóteses.

Após esse procedimento, o psicólogo irá realizar uma avaliação diagnóstica completa. Ele deve conversar com o paciente sobre seu histórico familiar e observar todas as questões relevantes, tais como quando os sintomas começaram, quanto tempo duram, a gravidade deles, se já ocorreram antes e como foram tratados.

Uma vez diagnosticada, uma pessoa com depressão pode ser tratada com vários métodos. Os tratamentos mais comuns são a psicoterapia, que é realizada por um psicólogo, e, a depender do caso, medicamentos ministrados por um médico.

É possível prevenir a depressão?

Estar atento aos sintomas, assim como buscar ajuda, é fundamental para o tratamento desse transtorno psicológico. Alguns hábitos podem nos afastar da depressão. A prevenção é sempre o melhor remédio. Conheça agora algumas formas de prevenir a depressão.

​AUTOCONHECIMENTO

ALTERNAR OBRIGAÇÕES E ATIVIDADES PRAZEROSAS

BUSCAR BOAS COMPANHIAS

PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS

MANTER UMA BOA ALIMENTAÇÃO

PROCURAR AJUDA PROFISSIONAL

​Como é o tratamento da depressão?

A depressão é uma doença gerada por diversas alterações químicas nos neurotransmissores do cérebro, como a serotonina e dopamina. Nos indivíduos com depressão, os neurotransmissores não se tocam e, por conta disso, os estímulos não são transmitidos. Quem está passando por uma situação assim, percebe que a sensação é diferente de uma simples tristeza.

Quando percebe que está passando por algo diferente, costuma associar isso às dificuldades na carreira ou vida pessoal ou a algum trauma mais recente.

 

Mas na verdade, a depressão é muito mais que isso e só vai embora com tratamento específico. O tratamento da depressão deve ser acompanhado por serviços profissionais de um psicólogo ou psiquiatra, dependendo de cada caso específico. Pode envolver medicamentos que regularizam os hormônios, neurotransmissores e o funcionamento do cérebro.

Esses antidepressivos devem ser prescritos por um psiquiatra e são capazes de impedir que os neurotransmissores retornem à célula de origem, aumentando a quantidade dessas substâncias no espaço virtual entre os neurônios.

A psicoterapia é essencial para o tratamento, pois o psicólogo auxilia na reestruturação mental do indivíduo, compreensão da sua situação e resolução de conflitos. Conforme a personalidade, estilo de vida e condições de cada paciente, o psicólogo opta por técnicas e estratégias para o tratamento da depressão.

Muitas pessoas ainda têm receio ou medo e de ir ao psicólogo. Às vezes é porque não sabem como funciona a psicoterapia ou por não saber como é a primeira consulta com um psicólogo. Além disso, muitas pessoas precisam enfrentar o julgamento dos amigos e familiares ao se depararem com a necessidade de buscar ajuda profissional para cuidar de uma doença mental.

Não tenha vergonha, não tenha medo de procurar ajuda profissional, lembre-se: quanto mais cedo iniciar o tratamento, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

©2022 - Por Jéfferson Figueredo. Orgulhosamente criado com Wix.com

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